Virou caso de polícia (literalmente) toda a movimentação em torno do projeto secreto da Apple: o iPhone G4. O caso ficou complexo depois que um funcionário da empresa esqueceu um protótipo em um bar. Yada yada yada... o blog de tecnologia Gizmodo publicou a história sobre o novo gadget. O que o termo criado pelo Seinfeld esconde é o mistério da história. E culminou no desenrolar dela.Acontece que depois disso, a polícia invadiu o casa de Jason Chen, editor da Gizmodo, e apreendeu computadores enquanto ele não estava em casa. O grupo especial de força que combate o cybercrime em Silicon Valley (parece coisa do Robocop, né?) aparentemente tinha um mandado de busca pois estavam investigando o crime.
A Gizmodo alega que não foi um crime, que comprou o aparelho de um suposto frequentador do bar que encontrou o celular abandonado. A polícia diz que é crime. A Wired (revista de tecnologia) publicou artigo em defesa de Chen explicando que os jornalistas (e a lei californiana trata blogueiros como jornalistas) têm direitos nos casos de busca, já que possuem materiais específicos para publicação de histórias.
O que fica da história toda é o seguinte. Dizem que o funcionário relapso que provocou toda a confusão não foi demitido e o jornalista que só queria dar um furo ficou na pior. E como jornalista, sei qual é o sentimento quando temos uma notícia quente e exclusiva nas mãos. E até o Gabriel Garcia Marquez concorda comigo e com Jason Chen. Não digo que vale tudo para dar um furo (até quebrar regras de mercado), mas é preciso que haja um respaldo. Isso é o fundamento, a matéria-prima da notícia.